1px
  Português Inglês
Contatos
division
área restrita
logo
1px



1px
Notícias

Julho 2008

Do bagaço ao megawatt - Maior geradora de energia elétrica, a Equipav ilustra a face mais moderna dos produtores de açúcar e álcool. Agora, as usinas querem ser vistas como “refinarias de energia”

Por Fabiane Stefano, de Promissão

EXAME O engenheiro Newton Salim Soares, superintendente da Equipav, usina de açúcar e álcool situada em Promissão, no noroeste paulista, costuma percorrer as instalações industriais com olhos atentos ao desperdício. Ele procura, sobretudo, vazamentos de vapor de água nas tubulações. Para Soares, e todos que trabalham com ele, vapor perdido é energia que deixou de ser gerada. “É o mesmo que jogar dinheiro fora”, diz. Diferentemente da maioria das empresas do setor sucroalcooleiro, centradas na produção de açúcar e etanol, a obsessão da Equipav é produzir megawatts. Hoje, a empresa é a maior geradora de energia elétrica obtida de biomassa no país, segundo estimativas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Em 2008, a Equipav deve gerar energia elétrica suficiente para abastecer uma cidade de 2 milhões de habitantes. Em agosto, uma nova unidade da empresa começará a operar na cidade de Brejo Alegre, também no interior de São Paulo, onde serão instalados inicialmente 66 megawatts de potência. Só na usina de Promissão são necessárias quase 2 milhões de toneladas de bagaço de cana por ano para alimentar uma caldeira de alta pressão, a maior em operação numa usina no Brasil. O bagaço é o material orgânico que sobra depois do processo de moagem da cana, quando é extraído o caldo para produzir açúcar e álcool. Num passado não muito distante, o acúmulo de bagaço significava apenas um problema ambiental para as usinas. “Chegamos a enterrar a sobra, porque não tínhamos o que fazer com ela”, diz Soares. Agora, o resíduo — uma enorme pilha com altura de um prédio de quatro andares que se acumula ao lado da usina — é fonte de riqueza: a Equipav acabou de fechar com a fabricante de papel International Paper um contrato de 250 milhões de dólares para fornecer energia a suas fábricas nos próximos 12 anos. É um sinal de quão promissor pode ser o negócio da biomassa.

Construída em 1980 por um grupo de três famílias paulistas donas de uma fábrica de pavimento asfáltico — daí o nome Equipav —, a usina é quase exceção no setor sucroalcooleiro. Das 405 usinas brasileiras, apenas 48 vendem energia a distribuidoras ou outras empresas. Elas fornecem o equivalente a apenas 3% da energia elétrica consumida no país. Mas a aposta é que esse número cresça a partir de agora — segundo o próprio governo, em 2011 as usinas poderão fornecer até 6% da energia elétrica consumida no país. Para que isso se materialize, mais e mais usinas terão de seguir os passos da Equipav. Ela é a única do país a ter uma caldeira com pressão de 90 bar, a mais alta em operação no setor hoje. A pressão está diretamente relacionada à eficiência na geração de energia elétrica: quanto mais elevada, mais megawatts são obtidos. A imensa maioria das usinas trabalha com equipamentos antigos, de apenas 22 bar e um terço do rendimento do modelo adotado pela Equipav — o que garante energia para consumo próprio, mas deixa pouco para a comercialização externa. Por isso, as usinas em geral vendem energia às distribuidoras apenas no período de safra, de abril a novembro. A Equipav, que chega a comprar bagaço de uma usina vizinha, fornece energia o ano todo a CPFL, Eletropaulo, Duratex e Unilever.

As velhas usinas são retrato de uma época em que o principal produto do setor era o açúcar. O etanol, que nasceu nos anos 70 com o Proálcool, consolidou-se nos últimos cinco anos como fonte importante de faturamento das empresas, com o fenômeno do carro flex. Já a energia elétrica começou a ser considerada uma oportunidade de negócios durante o apagão de 2001 — quando qualquer megawatt extra que era gerado virou objeto de disputa. Mas apenas recentemente o negócio da energia passou a ser mais sedutor para as usinas, à medida que o preço do megawatt subia e as cotações do etanol e do açúcar caíam. De acordo com a Unica, a margem média de lucro obtido pelos usineiros com a geração de energia é de 15%, enquanto tanto o açúcar como o álcool estão, neste momento, dando prejuízo à maioria das empresas em razão da queda nas cotações.

Leia a matéria completa, acessando o Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0922/economia/m0163863.html

 

 
Notícias
Do bagaço ao megawatt (Revista Exame)
Construção do terminal priorizou acessibilidade e conforto
Equipav promove a 4ª edição do torneio de tênis
Equipav terá recorde de produção em safra mais longa da história
Pav Mix lança a argamassa PavFin
Nova pista de Interlagos é uma das melhores do mundo

 

1px
division
division
division
1px